“Faz a mente trabalhar a teu favor, e não contra ti”
Hoje vou falar de outro tema que enche de macaquinhos o
nosso sótão…o medo de ser-se ou não capaz ser mãe.
Penso que todas nós, nem que seja por uma vez na vida, num milésimo
de segundo enquanto deixamos queimar nossa lasanha no forno, pensamos sobre
toda a responsabilidade de ser mãe ou o processo até lá chegar. Passo a enumerar
alguns dos medos mais frequentes:
- Medo de não vir a ser uma boa mãe:
Está claro que criar um filho não é como cuidar de um cãozinho
ou regar as plantas da vizinha enquanto esta viaja. Ser mãe é manter o equilíbrio
entre abdicar de certas coisas e não mimar demasiado o pequenote. É saber tanto
dar afeto como corrigir. É suprir as necessidades do ser que está sobre nossa
responsabilidade sem torna-lo demasiado dependente. É prepara-lo para o mundo
la fora sabendo que o mundo não o tratará com o mesmo amor que nós. Ou seja, é
fazer o possível e o impossível.
Se assusta? É claro que assusta…e já começa
logo no início com pensamentos “será que o meu filho gostará de mim”? E depois
continua o drama ainda mais se o pequeno bebe não for muito propenso a pegar a
maminha, por exemplo, ou se preferir o colo do pai, da avó, do gato ou ser
simplesmente inconsolável. Mas ser mãe é isso, é enfrentar essas situações sabendo
que somos capazes porque se o nosso corpo pode gerar um novo ser e carrega-lo
por 9 meses, porque raios não seriamos nós capaz de fazer o resto? Ser mãe é um
milagre, e fomos criadas para isso. Então se desejas mesmo sê-lo não deixes que
estes medos te impeçam. Prepara-te para o que vem e segue em frente! Afinal mãe
só há uma.
- Medo de não ter como sustentar o bebé:
Deve ser um dos maiores receios nos dias que correm, devido
à crise e bla bla bla. Digo bla bla porque vamos ser honestos numa coisa:
existe uma situação ideal para se ter um filho?? Muitos casais passam anos à
espera do momento certo e depois descobrem que este não irá chegar, mas daí já
pode ser tarde. É claro que não vamos ser inconsequentes e ter um filho se
moramos debaixo de uma ponte (mas daí penso que não estarias a ler este blog,
enfim), mas a questão aqui é que o dinheiro é sim importante mas não é tudo.
Então, na minha opinião, se tivermos o mínimo é sempre possível trazer ao mundo
uma nova vida se é este o desejo do casal. Eu acho que o ambiente familiar é o
mais importante: segurança e afeto é o que uma criança mais precisa e não uma
carrada de brinquedos, um quarto só pra si pintado de azul ou rosa e roupas de
marca. E há tantas formas de se economizar! Peçam coisas emprestadas, comprem
roupas e objetos em segunda mão (há mamãs que vendem coisinhas em otimo estado, por exemplo no fórum De mãe para mãe, além da loja Kid to Kid...eu mesma fiz a maioria das comprinhas para a minha bebé nestes lugares) , pesquisem descontos, cortem em algum gasto supérfluo…é
tudo uma questão de saber quais são as prioridades e de se fazer um bom plano financeiro para que não pese pro resto da família, afinal é o casal que tem de sustentar o filho e não os avós, os tios ou o os subsídios.
- Medo do parto:
Já estou a imaginar a careta de muitas só de ouvirem a
palavra “parto”. Já imaginamos logo aquela imagem da mulher de pernas “abertas
ao mundo”, suada, gemendo e gritando, insultando o médico, o cachorro e
principalmente o marido por a ter colocado naquela situação. Isto porque
estamos cercadas de histórias “de terror”, de gente que sofreu o inferno para
dar a luz, daquela prima que praticamente viveu um episódio de Jogos Mortais em
pleno hospital…enfim. As pessoas adoooram um drama, afinal qual era a piada de
se contar sobre um parto em que tudo correu bem, não é mesmo? Pois, parece ridículo
mas isto é o que acontece…se não houver drama parece que a historia não é
válida e é por isso que estamos rodeadas de desgraças. Ao meu ver é verdade que
coisas tristes acontecem mas também coisas boas e felizes, então porque não
focarmos no lado positivo? Afinal quem poderá dizer se não seremos daquelas
mamãs que quase têm o filho no carro de tão rápido que foi o processo?
O aspecto psicológico é essencial…como já diria o astro
Arnold Schwarzenegger “Faz a mente trabalhar a teu favor, e não contra ti”. Por
isso, uma mente bem preparada e livre de macaquinhos é o primeiro passo para
uma atitude positiva relativa ao parto. Por isso não tenhas medo das histórias
de terror…só porque alguém teve um pesadelo não quer dizer que tu venhas a ter
também; simples assim. E para provar que nem tudo são gritos e sangue, deixo um
vídeo interessante. Infelizmente está em inglês, mas basicamente o vídeo começa
por falar em como a media nos transmite a dor do parto, que muitas vezes parece
totalmente exagerado, e depois conta a historia de uma mulher que fez uma preparação
mental bastante eficiente antes do parto e que, espantosamente, teve um orgasmo
enquanto dava a luz ao filho. Sim, um orgasmo!! É claro que isto é raríssimo, e
provavelmente não iremos ter um orgasmo durante o parto (o que é bom para os
maridos mais ciumentos :p) mas é só para realçar que nem tudo é tragédia
e que todas nós podemos vir perfeitamente a ter um parto sem dramas.
Além do mais, vivemos no século XXI e não na idade média, por isso, mesmo que algo corra pro torto (se por algum motivo o bebé não conseguir sair, se não der para fazer força, se o Shrek invadir a sala de partos), há sempre outras opções...e no fim traremos ao mundo aquele bebé lindo que nos dará tantas dores de cabeça mas também tantas alegrias!
Além do mais, vivemos no século XXI e não na idade média, por isso, mesmo que algo corra pro torto (se por algum motivo o bebé não conseguir sair, se não der para fazer força, se o Shrek invadir a sala de partos), há sempre outras opções...e no fim traremos ao mundo aquele bebé lindo que nos dará tantas dores de cabeça mas também tantas alegrias!
Bom, estes são normalmente os principais motivos, mas claro
que haverá outros, afinal nós seres humanos somos ótimos em tentar arranjar mil
e um motivos contra. No fundo todos vão dar ao mesmo ponto: medo do
desconhecido. Isso não acontece só com a maternidade mas sim em todos os aspetos
da nossa vida. Deixo então a pergunta: será melhor deixar-se de fazer as coisas
por medo e arrepender-se o resto da vida ou enfrenta-los para obter aquilo que
queremos?
Ter um filho é uma decisão que acarreta consequências…consequências
boas e más. Penso que a questão essencial que cada mulher deve colocar-se a si própria
é se está ou não disposta em deixar o seu ego de lado e enfrentar os seus
medos, se quer mesmo trazer ao mundo um novo ser. E lembra-te: ser ou não boa mãe
está nas nossas atitudes do dia-a-dia e não numa predisposição genética natural
de “super-mae”. Como mãe iremos errar, pois somos humanas, mas o mais importante
é saber reconhece-lo e seguir em frente tentando dar o nosso melhor. E bem…sempre
estarão a ajudar a natalidade do país, e consequentemente a ajudar o futuro
porque quem é que pensam que vai pagar a vossa reforma? Pois…




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