terça-feira, 5 de junho de 2012

Prémio Mãe Blogger


Certo, tenho andado um pouco desnorteada. Às 37 semanas de gravidez parece-me que há muito o que fazer e preparar!! Uff

Tenho recebido boas críticas ao blog e agradeço àqueles que enviaram sugestões. Peço, entretanto, que se puderem comentem também por aqui no blog de forma a que todos possam ler e, quem sabe, saírem mais boas ideias em conjunto!

Não sei se notaram mas inscrevi-me no prémio mãe blogger. Sei que ainda estou no início do meu mas também não custa nada tentar e aproveito e faço publicidade de outros blogs (se clicarem no bottom azul ali em cima do lado esquerdo deste blog, irão para a página do concurso e de lá podem ver listas de blogs com o tema de maternidade e similares…).

Caso gostem do meu blog não deixem de votar por ele a partir de amanhã, dia 6 de Junho. Dava-me um jeitaço aquele prémio da Mustela, já que a minha bebé vem a caminho :) Para votar é só clicar no mesmo bottom azul mencionado anteriormente. 

E não, não me esqueci do prometido: testemunhos de mamãs que lutaram para terem os seus bebés. Até amanhã espero colocar aqui, só preciso orientar-me…como disse, ui ui, parece que surgiram mil e uma coisas pra fazer nestas ultimas semaninhas de barrigona!

Um beijinho a todas!

domingo, 27 de maio de 2012

Infertilidade?



Olá novamente! Começo de madrugada e hoje o assunto é sobre a dificuldade em engravidar que, estejam cientes ou não, acontece cada vez mais nos dias que correm. Noutro dia vi um programa na TV sobre isso...o tema era em como a nossa vida moderna afeta a fertilidade tanto das mulheres como dos homens: a nossa alimentação pouco saudável, os níveis de stress ou a opção de adiar o primeiro filho. Um estudo foi feito e constatou que os espermatozóides estão cada vez mais “fracotes” . Entretanto isso é somente um estudo e há outros que dizem que não, mas o fato é que há cada vez mais mulheres a recorrerem a ajuda para a infertilidade.


Há porém duas questões que surgem de imediato: 

  •  Quando deixa de ser “normal” a demora em engravidar?
Se está tudo bem com a saúde do casal, só começa a ser “estranho” após um ano de tentativas, embora em alguns lugares digam que é ao fim de dois anos. Passo a citar um artigo “Se a gravidez não vier naturalmente, em um ano, o casal deve procurar ajuda médica.”.
De notar que alguns métodos contraceptivos também dificultam “Em princípio, mulheres que utilizam anticoncepcionais orais, podem engravidar assim que o uso das pílulas for interrompido. Já os anticoncepcionais injetáveis de aplicação mensal ou trimestral podem ter um efeito cumulativo no organismo”


  •  Quais as principais causas para esta dificuldade?
 
Resumindo, há duas causas: física e/ou mental. 

Um problema físico poderá ser detetado após um ou alguns exames… as causas são variadas, desde problemas ovulatórios, obstruções na trompa, doenças uterinas, infecções no colo do útero e fatores imunológicos . 

Quanto ao fator mental poderá ser mais difícil a sua resolução pois depende de “n” fatores que podem estar associados ao nosso inconsciente, tornando-se de dificil controle. Daí o maior conselho de muitas mulheres que já passaram por isso é o  “esquecer” que querem engravidar, algo que, particularmente, acho muito difícil mas que prova-se ser verdade. Se estamos muito focadas em algo há um nível maior de ansiedade que poderá prejudicar o nosso organismo. 

Há também o fator físico masculino, que deverá também ser avaliado com exames, muito embora, e infelizmente, alguns homens sintam-se inibidos perante esta avaliação, alguns recusando fazê-la.


  • Quais os métodos que existem para tratamento de infertilidade? 
Obviamente dependerá do problema detectado. Passo a citar, por alto, os métodos existentes:
  • Medicação – Há medicamentos que podem ajudar a regular os problemas que possam existir a nível hormonal no homem ou na mulher (por exemplo, medicamentos para provocar a ovulação);
  • Cirurgia – Podem ser utilizadas certas técnicas cirúrgicas para, por exemplo, eliminar obstáculos físicos que estejam a dificultar ou a impedir o processo de fecundação;
  • Técnicas laboratoriais – Há várias técnicas de fertilização com apoio laboratorial, entre as quais a inseminação intra-uterina ou a fertilização in vitro.

Poderão ler mais ao carregar aquiaqui e aqui



Seja como for, o casal deverá estar unido e confiante.
"A infertilidade pode trazer grande tristeza e ansiedade aos casais. A depressão que se estabelece na mulher que está passando por uma situação de infertilidade pode ser comparada à enfrentada por pacientes com diagnóstico de câncer. Entretanto, não só as mulheres passam por este sentimento, mas também os homens e o casal como um todo."

Há historias de muitos casais que demoram anos, por isso desistir não é opção!

O próximo post deste blog será a continuação deste e trarei testemunhos de mamãs que viveram esta experiência nada agradável de não conseguirem engravidar de primeira, mas que ao fim de algum tempo – ou até mesmo anos – finalmente realizaram este grande sonho!

Por isso, se estás numa situação destas, força e pensamento positivo…quem sabe a tua estrelinha não está próxima?

terça-feira, 22 de maio de 2012

Conto convosco!





Olá a todas! Notei que cometi um pequeno lapso de introdução… 

Bem, muito embora haja um pequeno resumo (ali na barra esquerda) da origem deste blog, penso que faltou uma introdução mais detalhada. Portanto, irei corrigir-me....

Sou mãe de primeira viagem e criei este blog com o intuito de reunir informações sobre maternidade, desde o antes da gravidez, o durante e o depois. 

Não me intitulo de especialista, longe disso, e é por isso que conto com vossos comentários, criticas e sugestões pois sem eles não poderei tentar melhorar! 

Gostaria de fazer um apanhado das coisas mais importantes, e algumas menos importantes mas que sempre surgem em nossas mentes, sobre este tema tão vasto quanto a maternidade. O meu objetivo é seguir uma linha cronológica, ou seja, começar com temas do antes de se engravidar e seguir para a gravidez e assim vai. 

Desta forma poderemos ter, num só lugar, algo mais resumido contendo links para matérias mais aprofundadas, se alguém desejar ler mais sobre dado assunto. 

Também pretendo fazer entrevistas, recolher testemunhos de mães (ou futuras mamãs) e quem sabe, se surgir a oportunidade, até entrevistar enfermeiras/parteiras e por aí adiante. 

Mais do que um blog informativo, gostaria que fosse interativo. Seria muito bom contar com os vossos comentários, sugestões e testemunhos!
Qualquer sugestão pode ser deixada nos comentários de cada post ou então enviada para o e-mail pink_blue@live.com.pt
Espero que gostem!

PS: o próximo tema será dificuldade em engravidar...quem quiser dar um testemunho (se já passou por isso mas depois de muita persistência conseguiu concretizar o sonho de ser mãe) por favor entre em contato por uma das vias acima indicadas. Beijinhos!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Começar nos treinos;


 " Quando o amor de duas pessoas não cabe mais no peito, 
surge uma nova vida "

Agora que já te decidiste a ter um filho e se ainda não estás grávida talvez este tópico te interesse. Vou falar um bocadinho de alguns fatores que poderão influenciar nos “treinos”.
Portanto, imaginemos que já fizeste os exames necessários e que o teu ginecologista já deu luz verde para avançar. O que mais precisas levar em conta? O que pode afetar os treinos?
Bom, a maioria das pessoas faz todo um calculo de quando estarão a ovular e até usam aqueles testes de ovulação…ao meu ver isso só traz ansiedade, pois acho que as coisas deveriam ocorrer naturalmente, sem preocupações e sem matemática. Mas para as interessadas irei na mesma falar sobre este assunto.
  
  • Período Fértil:
O período fértil é o número de dias em que uma mulher estará mais propensa a engravidar, pois é a altura em que o óvulo está à “espera” do “amante”. O cálculo que deverás fazer é simples: calcula a data em que o período descerá e conta 14 dias para trás. O dia que cair será o dia provável da ovulação, mas deixa uma janela de 3 dias antes e 3 dias depois, assim terás mais probabilidades. Também é comum dizerem-nos para calcular através da data do ultimo ciclo, mas particularmente acho este método mais dificil para quem tem ciclos de mais de 28 dias.  E não, não é preciso treinar toda a santa hora, alias, o aconselhável é dia sim dia não para que o homem arranje “recursos necessários”...no entanto o importante mesmo é quando ambos tiverem vontade!

Deixo aqui um site para um calculo automático…é só inserir os dados: calculo ovulação (atenção que este site calcula através de ciclos de 28 dias. Se tiveres um ciclo maior ou menor deves tirar ou adicionar mais dias ao calculo final obtido. E para quem não sabe, um ciclo conta-se desde o primeiro dia da ultima menstruação até ao primeiro dia da próxima; o número que aí der é o número de dias do ciclo).

Nota: se tiver um ciclo irregular estes cálculos são praticamente inúteis…então o melhor é te divertires à grande e à francesa!

A imagem a seguir exemplifica o que foi dito acima. Novamente mostra um ciclo de 28 dias. Nos ciclos maiores a parte azul escura conterá mais dias e nos ciclos menores terá menos dias:


  • Testes de ovulação:
Outra forma mais exata de calculo é através os testes de ovulação que se vendem nas farmácias. Eles funcionam medindo a temperatura corporal, pois o normal é a nossa temperatura aumentar ligeiramente durante a ovulação.  
Estes testes podem dizer  com 1 dia de avanço quando será a melhor altura para engravidar.
Mas como já disse acima, o melhor é esquecer os cálculos e aproveitar os treinos!

  •  A questão da idade:

Aqui entramos em alguns fatores que influenciam na facilidade ou não de se engravidar.
Estudos apontam que, fisicamente falando, a altura ideal para engravidar é entre os 20 e os 25 anos, isto porque a mulher encontra-se no pico de sua fertilidade e, ao mesmo tempo, seu corpo já é suficientemente maduro para ter uma gravidez saudável.

A partir dos 30 inicia-se um decréscimo da fertilidade numa mulher, pois a libertação do óvulo, que dá origem ao período fértil é cada vez menos frequente. Quanto mais avançada for a idade mais tempo é necessário para conseguir conceber. 

A partir dos 35 anos a gravidez é considerada automaticamente de risco, embora possa tudo correr às mil maravilhas, ou seja, pode haver mais probabilidade de correr algo errado mas isso não é sinonimo de que VÁ acontecer. 

Cabe a cada mulher decidir quando deseja ser mamã e fazer sempre o acompanhamento correto, tenha 18 ou 40 anos, pois, ao meu ver, o que tiver de ser será. 

De notar que muitos dos problemas de infertilidade causados pela idade podem ser resolvidos com intervenção médica.

  •  A pílula antes da gravidez:
Corre por aí comentários de que o uso constante da pílula torna depois difícil o processo de engravidar quando se para com a mesma. O caso é que não é bem assim. Embora possam existir preocupações por parte de algumas mulheres de que a pílula poderá afetar a fertilidade, a realidade é que não existem provas de que a pílula possa causar infertilidade. 

É importante saber que cada organismo reage de forma diferente. O uso da pílula faz com que o nosso organismo funcione de uma determinada forma e devido a isso muitos “habituam-se” ao “sistema”. Ao parar de se tomar a pílula o nosso corpo fica desregulado (refletindo-se nos ciclos menstruais inconstantes) e pode demorar um certo tempo a “entrar em ordem”, daí ser mais difícil prever o período fértil, por exemplo, e consequentemente ser complicado "treinar" na altura certa. 

O facto é que algumas mulheres - tenham ou não tomado a pílula por muito ou pouco tempo -  conseguem engravidar logo, outras demoram um certo tempo. Mas se está tudo bem com a sua saúde  e a de seu parceiro, tudo o que precisa é de calma pois a ansiedade pode prejudicar o processo. Então não fiques depressiva só porque a tua amiga conseguiu engravidar após o 1º mês de tentativa e tu, passados 10 meses, ainda não conseguiste! Como dizem os brasileiros, relaxe e goze. 

  • O Tabaco:
Bom, embora eu queira acreditar que uma mulher que pensa em ficar grávida tente deixar de fumar antes, o fato é que por vezes é complicado. Mas a redução do tabaco tem de ser feita, ainda mais porque também ele afeta a fertilidade. Para o bem do teu futuro bebé, de tua pele, de teu cabelo, do teu bolso e das pessoas a tua volta, pense seriamente em dizer um “goodbye my friend” ao fumo.

  • Melhores posições?
Bom, desde que os "safados" dos espermatozóides consigam penetrar na "gruta", uma gravidez é sempre possível. Porém algumas posições podem favorecer a que estes nadadores natos consigam alcançar o seu objectivo do grande encontro de suas vidas: o óvulo. Por isso, se quiser dar uma ajuda aos "bichinhos" no quesito "força da gravidade",  após "a festa" mantenha-se deitada entre 15 a 30 minutos. Também pode, só para garantir, manter as pernas para cima, seja apoiadas na parede ou em almofadas. Também pode optar por colocar uma almofada em baixo de si, de forma que a sua anca fique levantada durante e após o ato sexual.

Boa sorte!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Medo de ser mãe;



“Faz a mente trabalhar a teu favor, e não contra ti”

Hoje vou falar de outro tema que enche de macaquinhos o nosso sótão…o medo de ser-se ou não capaz ser mãe.
Penso que todas nós, nem que seja por uma vez na vida, num milésimo de segundo enquanto deixamos queimar nossa lasanha no forno, pensamos sobre toda a responsabilidade de ser mãe ou o processo até lá chegar. Passo a enumerar alguns dos medos mais frequentes: 
  
  •  Medo de não vir a ser uma boa mãe:
Está claro que criar um filho não é como cuidar de um cãozinho ou regar as plantas da vizinha enquanto esta viaja. Ser mãe é manter o equilíbrio entre abdicar de certas coisas e não mimar demasiado o pequenote. É saber tanto dar afeto como corrigir. É suprir as necessidades do ser que está sobre nossa responsabilidade sem torna-lo demasiado dependente. É prepara-lo para o mundo la fora sabendo que o mundo não o tratará com o mesmo amor que nós. Ou seja, é fazer o possível e o impossível. 

Se assusta? É claro que assusta…e já começa logo no início com pensamentos “será que o meu filho gostará de mim”? E depois continua o drama ainda mais se o pequeno bebe não for muito propenso a pegar a maminha, por exemplo, ou se preferir o colo do pai, da avó, do gato ou ser simplesmente inconsolável. Mas ser mãe é isso, é enfrentar essas situações sabendo que somos capazes porque se o nosso corpo pode gerar um novo ser e carrega-lo por 9 meses, porque raios não seriamos nós capaz de fazer o resto? Ser mãe é um milagre, e fomos criadas para isso. Então se desejas mesmo sê-lo não deixes que estes medos te impeçam. Prepara-te para o que vem e segue em frente! Afinal mãe só há uma.


  •  Medo de não ter como sustentar o bebé:
Deve ser um dos maiores receios nos dias que correm, devido à crise e bla bla bla. Digo bla bla porque vamos ser honestos numa coisa: existe uma situação ideal para se ter um filho?? Muitos casais passam anos à espera do momento certo e depois descobrem que este não irá chegar, mas daí já pode ser tarde. É claro que não vamos ser inconsequentes e ter um filho se moramos debaixo de uma ponte (mas daí penso que não estarias a ler este blog, enfim), mas a questão aqui é que o dinheiro é sim importante mas não é tudo. 

Então, na minha opinião, se tivermos o mínimo é sempre possível trazer ao mundo uma nova vida se é este o desejo do casal. Eu acho que o ambiente familiar é o mais importante: segurança e afeto é o que uma criança mais precisa e não uma carrada de brinquedos, um quarto só pra si pintado de azul ou rosa e roupas de marca. E há tantas formas de se economizar! Peçam coisas emprestadas, comprem roupas e objetos em segunda mão (há mamãs que vendem coisinhas em otimo estado, por exemplo no fórum De mãe para mãe, além da loja Kid to Kid...eu mesma fiz a maioria das comprinhas para a minha bebé nestes lugares) , pesquisem descontos, cortem em algum gasto supérfluo…é tudo uma questão de saber quais são as prioridades e de se fazer um bom plano financeiro para que não pese pro resto da família, afinal é o casal que tem de sustentar o filho e não os avós, os tios ou o os subsídios.


  •  Medo do parto:
Já estou a imaginar a careta de muitas só de ouvirem a palavra “parto”. Já imaginamos logo aquela imagem da mulher de pernas “abertas ao mundo”, suada, gemendo e gritando, insultando o médico, o cachorro e principalmente o marido por a ter colocado naquela situação. Isto porque estamos cercadas de histórias “de terror”, de gente que sofreu o inferno para dar a luz, daquela prima que praticamente viveu um episódio de Jogos Mortais em pleno hospital…enfim. As pessoas adoooram um drama, afinal qual era a piada de se contar sobre um parto em que tudo correu bem, não é mesmo? Pois, parece ridículo mas isto é o que acontece…se não houver drama parece que a historia não é válida e é por isso que estamos rodeadas de desgraças. Ao meu ver é verdade que coisas tristes acontecem mas também coisas boas e felizes, então porque não focarmos no lado positivo? Afinal quem poderá dizer se não seremos daquelas mamãs que quase têm o filho no carro de tão rápido que foi o processo? 

O aspecto psicológico é essencial…como já diria o astro Arnold Schwarzenegger “Faz a mente trabalhar a teu favor, e não contra ti”. Por isso, uma mente bem preparada e livre de macaquinhos é o primeiro passo para uma atitude positiva relativa ao parto. Por isso não tenhas medo das histórias de terror…só porque alguém teve um pesadelo não quer dizer que tu venhas a ter também; simples assim. E para provar que nem tudo são gritos e sangue, deixo um vídeo interessante. Infelizmente está em inglês, mas basicamente o vídeo começa por falar em como a media nos transmite a dor do parto, que muitas vezes parece totalmente exagerado, e depois conta a historia de uma mulher que fez uma preparação mental bastante eficiente antes do parto e que, espantosamente, teve um orgasmo enquanto dava a luz ao filho. Sim, um orgasmo!! É claro que isto é raríssimo, e provavelmente não iremos ter um orgasmo durante o parto (o que é bom para os maridos  mais ciumentos :p)  mas é só para realçar que nem tudo é tragédia e que todas nós podemos vir perfeitamente a ter um parto sem dramas.

Além do mais, vivemos no século XXI e não na idade média, por isso, mesmo que algo corra pro torto (se por algum motivo o bebé não conseguir sair, se não der para fazer força, se o Shrek invadir a sala de partos), há sempre outras opções...e no fim traremos ao mundo aquele bebé lindo que nos dará tantas dores de cabeça mas também tantas alegrias!



Bom, estes são normalmente os principais motivos, mas claro que haverá outros, afinal nós seres humanos somos ótimos em tentar arranjar mil e um motivos contra. No fundo todos vão dar ao mesmo ponto: medo do desconhecido. Isso não acontece só com a maternidade mas sim em todos os aspetos da nossa vida. Deixo então a pergunta: será melhor deixar-se de fazer as coisas por medo e arrepender-se o resto da vida ou enfrenta-los para obter aquilo que queremos? 

Ter um filho é uma decisão que acarreta consequências…consequências boas e más. Penso que a questão essencial que cada mulher deve colocar-se a si própria é se está ou não disposta em deixar o seu ego de lado e enfrentar os seus medos, se quer mesmo trazer ao mundo um novo ser. E lembra-te: ser ou não boa mãe está nas nossas atitudes do dia-a-dia e não numa predisposição genética natural de “super-mae”. Como mãe iremos errar, pois somos humanas, mas o mais importante é saber reconhece-lo e seguir em frente tentando dar o nosso melhor. E bem…sempre estarão a ajudar a natalidade do país, e consequentemente a ajudar o futuro porque quem é que pensam que vai pagar a vossa reforma? Pois…

terça-feira, 15 de maio de 2012

Antes de engravidar;


Uma nova Vida;

Todo o ser é único, toda a vida importante.

Não é incrível pensar em como algo tão pequenino como células que se unem podem criar um ser? Alguém como nós, cheio de vida, com uma alma e características particulares. Alguém único! Um ser que começa por ser invisível aos nossos olhos mas que ao longo de 9 meses evolui, cresce e dá-nos pontapés.
Algumas de nós – como eu – somos apanhadas pela maternidade de surpresa, outras planeiam até conseguirem alcançar o seu sonho. Seja como for, planeado ou não, o surgimento de um novo ser, de um bebé,  traz consigo também um pacote cheio de dúvidas e anseios. Talvez esta ansiedade comece mesmo antes de engravidar, com os treinos, por exemplo. Por isso iniciarei este tópico falando sobre o que é preciso, ou aconselhável, fazer  antes de se engravidar (caso não sejas apanhada de surpresa, claro!).


- > O peso:

Pode ser o pesadelo de muitas, mas o facto é que o peso influencia na gravidez e na recuperação pós-parto.  A fertilidade é maior e uma gravidez é mais saudável quando uma mulher tem um IMC (índice de massa corporal) entre 18,5 e 25. O Índice de Massa Corporal é calculado quando se divide o peso da pessoa pela altura em metros quadrados.
Além do link acima onde poderás calcular o teu IMC, deixo também outro site sobre IMC com um quadro mais completo do que é ou não saudável:
 >>IMC 2
  

- >  Exames necessários e atitudes preventivas;

Se estás a pensar engravidar fala com o teu ginecologista que ele indicará os exames necessários. Normalmente fazem análises a sorologia para rubéola e toxoplasmose, glicemia, verificação de infecções e ecografia para diagnosticar possíveis malformações dos órgãos reprodutivos. Para o casal, os especialistas recomendam um hemograma (para verificar anemias, infecções ou inflamações), sorologia para hepatites, sífilis e HIV, e a tipagem sanguínea. Também dizem ser aconselhável que o homem se submeta a um espermograma para  verificar a saúde dos seus espermatozoides. Todos esses problemas podem afectar a chance de gravidez ou a própria gestação, mas, quando detectados antes, são resolvidos com vacinas e tratamentos. 

Outras atitudes são preventivas, como o casal parar de fumar (para a gestante não ser uma fumante passiva), e a mulher tomar ácido fólico (preventivo contra má formação do feto) antes e durante os três primeiros meses de gestação, além de estar com um peso adequado, como já foi mencionado acima.

De notar que nem todos os médicos fazem estes exames e que talvez alguns deles não sejam necessários (como o espermograma, por exemplo), mas para os mais preocupados e ansiosos talvez seja uma boa opção para saber se está tudo ok para a etapa seguinte! Lembre-se que o seu psicológico e o nível de stress também poderão influenciar - e muito - por isso muita calma nesta hora! 

Nota: Não se esqueça  de mencionar ao seu ginecologista todos os medicamentos que anda a tomar (caso esteja a tomar algum) pois certos medicamentos poderão prejudicar a gravidez (por exemplo, eu tive de trocar a minha medicação para o hipertiroidismo). 


- >Higiene Oral:

Pode até parecer estranho para algumas pessoas, pois nunca ouvi um ginecologista dizer para irmos ao dentista antes de engravidarmos (pelo menos nenhum GO meu mo disse), mas o fato é que os hormônios podem desencadear problemas na gengiva e aumentar a sensibilidade dentária, entre outros. Sei de casos de mamãs que sofreram com dores de dentes toda a gravidez devido a estas alterações, ficando mais propensas a ganharem caries. No meu caso particular foram as gengivas que ficaram sensíveis, inchadas e um pouco maiores. É normal haver sangramento das mesmas durante a gravidez, por isso um cuidado antes e durante é essencial. Marca uma consulta com o teu dentista, verifica se está tudo ok, faça uma limpeza! Dentes bem cuidados são sinonimo de saúde. Deixo aqui um link para um artigo sobre o assunto: higiene bocal durante a gravidez.


- >Hidratação:

É certo que o ganhar-se ou não estrias durante a gravidez dependerá da elasticidade da pele da mãe, bem como a propensão genética. Mas uma boa hidratação pode evitar algumas destas coisinhas irritantes, por isso porque não começar desde cedo a usar um creme gordo à tua escolha? Prefira àquelas bem pegajosos que ficam na pele durante bastante tempo e passe uma ou mais vezes por dia (eu passo sempre à noite). Lembra-te que um creme caro não é sinonimo de creme bom, e que poderá haver cremes baratos tão bons quanto os mais caros.  Pessoalmente escolhi o creme gordo da Vasenol e até agora não me arrependi. 



 - >Tintas e afins: 

Não é aconselhável pintar-se o cabelo durante a gravidez, e está proibido pintá-los no primeiro trimestre. Portanto se estás a pensar engravidar vai pensando no que vais fazer durante esse tempo...podes pintar antes de começares os treinos e depois optar pelos colorantes tom sobre tom, que não contêm químicos prejudiciais ao bebé. Esta coloração é do tipo de que sai a cada lavagem, mas eu pessoalmente gosto imenso. Escolhi um da Garnier; deixo aqui o link a quem interessar: movida.


Outra coisa...mulheres de cabelos com caracóis que adoram um tratamento de alisamento (em outras palavras, as ditas escovas progressivas): façam antes dos treinos pois também estes não são aconselháveis durante a gravidez.